Você já parou para pensar no que leva uma pessoa a se perder em jogos de apostas ou pornografia?
À primeira vista, pode parecer que esses comportamentos não têm nada em comum. Mas, na prática clínica e nos estudos sobre vício, percebemos que o mecanismo por trás é muito parecido.
Tanto o jogo quanto a pornografia ativam o mesmo sistema de recompensa no cérebro. Um clique, uma aposta, uma imagem… e lá está a liberação de dopamina, o neurotransmissor do prazer. O problema é que, quanto mais o cérebro se acostuma a essa descarga artificial de prazer, mais ele precisa repetir o comportamento para sentir o mesmo efeito.
É aí que começa o ciclo da compulsão.
A promessa do alívio rápido
O que leva alguém a entrar no mundo dos jogos de aposta ou da pornografia quase sempre tem a ver com a busca por alívio: alívio do tédio, da ansiedade, do estresse, da frustração…O problema é que o alívio é momentâneo. Depois vem a culpa, o vazio e, muitas vezes, a vontade de repetir — não pelo prazer em si, mas para escapar da dor que fica.
Por que falamos tão pouco sobre isso?
O vício em jogos de azar é socialmente mais reconhecido. Já o vício em pornografia e masturbação ainda é envolto em vergonha, tabu e silêncio. Mas ambos têm algo em comum: pessoas presas em comportamentos que parecem dar prazer, mas no fundo estão anestesiando alguma dor.
Quando o prazer vira prisão
Nos dois casos, vemos pessoas que perdem o controle, que passam horas imersas em algo que já deixou de ser divertido. Pessoas que se afastam dos outros, que perdem o foco no trabalho, que se sentem sozinhas mesmo quando estão cercadas.
Não se trata de moralismo. Trata-se de sofrimento real. O vício em pornografia e em jogos não é só “falta de força de vontade”. É um sintoma de algo mais profundo: um vazio que está sendo preenchido da única forma que a pessoa encontrou até agora.
O caminho da reconexão
A saída não está na culpa, mas na consciência. Identificar o que está por trás do comportamento é o primeiro passo para retomar o controle. O vício costuma surgir onde há dor, mas a recuperação começa quando se escolhe olhar para essa dor com responsabilidade e acolhimento.
Se você ou alguém que você ama está preso em ciclos como esses, saiba que há caminhos. E nenhum deles precisa ser solitário.
Repetir o mesmo comportamento esperando que tudo mude pode ser exaustivo. Mas buscar ajuda já é o começo de uma nova história. Se você quer retomar o controle da sua vida emocional e sexual, agende sua consulta comigo.